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segunda-feira, 7 de março de 2011

Homicida em massa crítica brasileira

Como não tenho televisão, só soube desta notícia recentemente. E ainda há pessoas que apoiam este acto homicida: “Achei errado da parte dos ciclistas. (!!!) as pessoas estavam cansadas, vieram do trabalho”...”na hora de voltar para suas casas, se depararam com uma paciata que nem foi pedida permissão"... "mereceu!”

Eu quando volto do trabalho também me deparo com paciatas não autorizadas todos os dias: chama-se hora de ponta. Acho extraordinário ninguém se incomodar quando a estrada está bloqueada com o trânsito de carros, mas se for uma bicicleta: MATA!!! SAI DA ESTRADA! PALHAÇO! Eu pergunto-me: se estão parados nas duas situações, QUAL É A DIFERENÇA???

Eu digo qual a diferença: se o trânsito fosse todo de bicicletas a hora de ponta não seria tortuosa. Basta ver o espaço ocupado por uma pessoa num automóvel e o usado por uma pessoa numa bicicleta:

E isto é só o espaço! Nem me vou prolongar sobre a segurança, poluição do ar, poluição sonora, obesidade, dependência energética, custos monetários, infraestruturas, etc. Mas já se sabe, sou eu que sou activista, moralista desconectada da realidade e snob intelectual. Com muito gosto!

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Exercício prático 2.0: automóvel versus bicicleta + tp

Porque os tempos continuam a apertar e os preços a aumentar achei oportuno actualizar os preços da mobilidade, desta vez sem contar com o ginásio e sem ter em conta o tempo gasto em cada uma das hipóteses (esse não se alterou). O custo das coisas, nu e cru.

Automóvel (A2 -ponte 25 de Abril -A5)

  • 3 depósitos de gasolina/mês : 55 litros de depósito x 1.545€ x 3 = 254.925€
  • portagens da ponte 25 de abril: 1.45€ x5 dias x 4 semanas = 29.0€
  • Total despesas em euros: 283.93€
  • Em Outubro a despesa era 258.0€

Bicicleta + barco (seixal) + comboio (c.sodré -cruz-quebrada)

  • passe social: 28.10€(barco) + 30.95€ (comboio) = 59.04€
  • Total despesas em euros: 59.04€
  • Em Outubro era 52.65€*
Poupança mensal ao optar pela bicicleta + transportes
  • 283.93€ – 59.04€ = 224.89
  • Em Outubro: 258.0 – 52.65=205.35€

É interessante verificar que apesar dos preços de ambas as modalidades terem aumentado desde Outubro, a discrepância de custos aumentou ainda mais (o carro custa mais 25.98€/mês e os transportes custam mais 19.54€/mês).


*No post de Outubro enganei-me a escrever o preço do passe (assinatura mensal) do comboio e vi 3 zonas em vez de 2, pelo que o preço ficou sobrevalorizado.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Solidão

Fico muito contente quando chego ao barco do Seixal pela manhã e vejo isto:


E até reconheço uma delas da cicloficina! Como já escrevi antes, talvez sejam os tais ventos de mudança... O pior é quando chego ao trabalho e vejo isto:

A ninja é a única bicicleta estacionada. Pode ser que na Primavera haja mais adesão, o preço da gasolina nessa altura será um grande estímulo para que isso aconteça! Até lá a minha pasteleira fica na solidão...

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Cyclefish

A maior parte dos ciclista com quem me cruzo na margem sul são senhores da terceira idade. Talvez por se lembrarem de como era possível a vida sem carro quando eram mais jovens, talvez por terem menos rendimentos e terem que recorrer a um transporte mais barato, ou simplesmente porque gostam.

Seja como for é bom perceber que se uma população supostamente mais frágil o consegue é porque não é assim tão difícil pedalar no dia-a-dia.

Cyclefish - vestido normalmente para pescar e pedalar

Muitos desses senhores fazem o seu caminho até ao rio para pescarem. Ganham saúde a pedalar, passam o seu tempo a pescar e ainda chegam a casa com o jantar na cesta. Nada mau :)

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Cicloficina de Janeiro

A cicloficina seixalense de Janeiro já decorreu na nova casa, no Clube de Canoagem da Amora (situado no mercado velho da Amora), numa manhã domingueira bastante fria.

Aqui está a D. a experimentar a sua bicicleta depois de afinada (com o meu olhar atento, pois a sua condução não era exactamente linear ihihihi) :

O mecânico de serviço fartou-se de trabalhar, enquanto os outros ficaram a admirar as biclas do pessoal e na conversa , trocando dicas, experiências e ideias de conquista do mundo. Aqui estão duas alegres ciclistas (sendo que eu sou a croma da direita).


O único problema da ninja foi a ferrugem que se começou a acumular em alguns parafusos, talvez por ficar estacionada na rua quando vou trabalhar e ficar exposta aos elementos invernais. De resto está boa de saúde e recomenda-se!

Também marcaram presença uma dobrável, uma pasteleira preta, uma bicicleta de montanha e uma lindíssima pasteleira verde dos anos 90 (fiquei enamorada, confesso), que infelizmente não aparece em nenhuma foto.

E aqui estou eu com o sr. Nelson Gomes, que emprestou o espaço do Clube de Canoagem à cicloficina. Mais uma vez muito obrigada (reparem que o mecânico continua a trabalhar enquanto eu apanho sol ehehehe).
Para quem é da margem sul já sabem: todos os terceiros domingos do mês, a partir das 9.00h no Clube de Canoagem da Amora. Apareçam!

Agradecimento ao Clube de Canoagem da Amora

O pessoal da cicloficina do Seixal andou à procura de um sítio para reunir e promover o uso da bicicleta e arranjar-las à borlix sem lhes chover em cima.

Foi feita um apelo à câmara municipal do Seixal, que respondeu alguns meses depois dizendo que não existia nenhum espaço adequado para o pretendido... custa-me a crer que não haja um único espaço coberto que possa ser usado num projecto de voluntariado com o intuito de melhorar a mobilidade dos seus cidadãos.

Felizmente o Clube de Canoagem da Amora deu um passo em frente e imediatamente disponibilizou o espaço. A eles um muito obrigado, bem hajam. É preciso mais pessoas assim: disponíveis para ajudar os poucos que querem ajudar os muitos.


domingo, 23 de janeiro de 2011

O bólide da minha mãe

O dono original da pasteleira ninja era a minha mãe e eu quando a vi apaixonei-me e roubei-a. Confesso. A minha mãezinha usava a ninja para ir ao café, para ir trabalhar, para passear e eu num golpe egoísta levei-a só para mim. Entretanto, já conformada que eu não lhe devolveria a bicicleta, ela foi à procura de outra. Encontrou-a:

É linda, verde, com um volante bem alto, rodas e pára-lamas mais largas que o normal e é uma fixed gear! (não tem travão de trás, trava-se com os pedais). A minha mãe conduz uma fixie! Mãe mais cool não há!

Para além de cool é cyclechic! Mas alguém diria que esta senhora faz 50 anos daqui a uns meses? Elegância em pessoa.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Ventos de mudança

É com muito prazer que vejo cada vez mais bicicletas na rua. Hoje cheguei de manhã ao barco e vi algumas bicicletas estacionadas (até reconheci uma delas da cicloficina ehehe), no cais do sodré passaram por mim dois ciclistas muito cycle chic e no regreso a casa vim a partilhar a carruagem com um colega do pedal. Fico contente, pois claro!

Para celebrar o estado de espírito fiz uma pequena paragem no regresso a casa e tirei uma fotografia que ilustra muito bem o prazer que é pedalar à beira-rio de noite, depois de um dia de trabalho.

...anti-stress...

sábado, 15 de janeiro de 2011

Cicloturismo

Uma tarde de sábado com um sol bestial. Os amigos estão todos ocupados. Hipótese A: ficar em casa amuada. Hipótese B: pegar na pasteleira ninja e pedalar com destino incerto.

Então vamos lá!

Passeando pela marginal do Seixal...

Até dá para tirar um foto meio suicida

E admirar os meus dois meios de transporte favoritos (os meus pezinhos e os pedais da ninja)

Desviando por uma pequena rua secundária para fugir aos carros...

E aproveitar para descansar num banco de jardim

E fazer de paparazzi

E até dá para passar pela mercearia e comprar uns fresquinhos :)

Eu cá digo... tarde bem passada!

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Ciclovias e ciclistas portugueses

Quem pedala sabe que nem sempre é fácil, mas a bem da imparcialidade também temos que reconhecer que as coisas estão (um pouco) melhores.

Cada vez vejo mais pessoas a pedalar e os estacionamentos para bicicletas mais cheios. Também já me cruzei com um ou dois colegas do pedal nos transportes e até já fui a pedalar com outros estrada fora.

A crise económica terá uma forte influência neste processo, mas também é verdade que cada vez há mais pessoas a espalhar “a palavra”, seja com blogs (basta ver o agregador bicicultura), eventos (massa crítica, cicloficina, world naked bike ride, tweed run ) e até mesmo algumas instituições estão a ajudar. A câmara de Lisboa, por exemplo, tem em projecto vários percursos cicláveis, para além dos já construidos.

As pistas não são perfeitas é verdade, a noção de ciclovia ainda está num estado embrionário em Portugal. No Seixal, por exemplo o passeio ribeirinho é tudo em um (zona pedonal e ciclovia), o que leva o ciclista a ter que serpentear pelos desportistas e turistas.

O movimento ecológico também tem vindo a crescer e, apesar de uma forma um pouco trapalhona, mostra a bicicleta com uma das alternativas sustentáveis de transporte, ou como complemento. Em muitos transportes públicos já não se paga bilhete extra para levermos a bicicleta (apesar de em muitos outros estarmos confinados a certos horários).

Não estamos bem, mas também não estamos tão péssimos como às vezes dizemos e escrevemos (e como muitas vezes nos sentimos…).

Pensamentos positivos e boas pedaladas a todos.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Guerra civil nas estradas

Entre Janeiro e Abril do ano passado morreram nos hospitais 275 pessoas em resultado de acidentes de trânsito. 61 peões (ou seja por atropelamentos), 163 condutores e 51 passageiros. Se tivessem morrido 275 portugueses num atentado terrorista haveria uma revolta de uma ponta a outra de Portugal. Mas como é em acidentes rodoviários já nem reparamos. É uma guerra civil a acontecer e tudo de olhos fechados.

Vamos mas é pegar mais nas bicicletas e nos transportes públicos e menos nos carros. E já se sabe: ter cuidado ao atravessar as ruas, mesmo quando estamos nas passadeiras, há homicidas em todo o lado.

E se forem de carro lembrem-se: a nossa pressa, o nosso telefone e a nossa chico-espertice podem custar a vida de alguém.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Pedagogia

O leitor Miguel Brito tem feito sistematicamente comentários muito carinhosos sobre os meus posts, sendo este o meu favorito:

Descobri este blog recentemente, e é sintomático da nova atitude pedalistica: Descubro cada vez mais que andar de bicicleta não é simples, natural e complementar, é algo religioso, obsessivo e de atitude talibã. Porque será que quem pedala quer sempre ser "mata-carros"? Assumem a sua liberdade de escolha como pedadogia revolucionária para impor aos outros a sua visão parcelar.”

Caro Miguel.

Fico muito feliz por ter descoberto este blog. No entanto, nego sofrer de quaisquer complexos religiosos, obsessivos ou de talibãs . Deixe-me dizer-lhe que uso o carro todas as semanas, tal como uso a bicicleta, os transportes públicos e os meus pézinhos. Não sou nem quero ser mata-carros. Pode acontecer num ou noutro dia de frustração eu expressar os meus sentimentos no meu blog PESSOAL (que só lê quem quer), tal como já aconteceu.

Quero deixar muito claro: não sou exemplo para ninguém. Dizer mal é fácil, é o que os portugueses mais fazem. Já apontar o que está mal e apresentar ALTERNATIVAS é muito mais dificil e interessante, e é esse o intuito deste blog: apresentar um estilo de vida alternativo para quem está descontente ou quer algo mais.

Se está contente com tudo na sua vida e acha que não tem de alterar nenhum comportamento nem nenhuma atitude e que é perfeito, ainda bem. Oxalá fossemos todos assim, tão divinos. Eu não tenho ilusões de perfeição, tento melhorar todos os dias, fazendo pequenas acções que me beneficiem a mim, mas também aqueles que me rodeiam.

Deixo também muito claro que quero ser livre de pedalar se assim o desejar, sem ter que aturar as bestas que passam por mim em excesso de velocidade e põem em perigo a minha vida (e portanto a minha liberdade) e sem apitadelas de anormais que não têm o mínimo de respeito pelos outros. Tal como se quiser ir de carro, a pé, de trotinete, a cavalo, ou mesmo nua a correr pelas ruas não admito que ninguém mo impeça, especialmente se puserem a minha vida em perigo.

Caro Miguel, não quer andar de bicicleta? Não ande. Não quer usar os transportes públicos? Não use, leve o seu carro para onde quizer, desde que não me atropele quando vou de bicicleta ou a pé, nem me bata quando vou de carro, somos todos amigos. Não quer levar comida feita de casa? Não leve, mas não admito que mande boquinhas a dizer que ando a roubar comida que alguém trabalhou para comprar por mim. O excelentíssimo não me conhece nem faz ideia do que faço ou deixo de fazer para ter aquilo que tenho e para ser aquilo que sou.

Eu vou continuar alegremente a apresentar alternativas inteligentes, engraçadas, originais, económicas e saudáveis a todos aqueles que querem mudar qualquer coisa nas suas vidas.

E até lhe deixo uma foto minha a andar de comboio e portanto, de acordo com a sua lógica, a ser moralista e talibã.


Cumprimentos e bons pontos de embraiagem para si

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Bons exemplos: Holanda

Às vezes dou comigo a levar buzinadelas e com lama na testa e pergunto-me "o que têm os nórdicos a mais que nós?" Fui então ver o caso da Holanda. Este país tem 16.5milhões de pessoas, 17 milhões de bicicletas e 27% de TODAS as viagens são feitas em duas rodas.


A história da bicicleta como meio de transporte começou há mais de um século atrás (história das ciclovias na Holanda). Em 1890 apareceram as primeiras ciclovias, e em 1905 foi criada a primeira lei em defesa dos ciclistas: proibida a invasão das ciclovias por outros métodos de transporte. A partir daí foi sempre a pedalar!

Hoje a Holanda tem extensas ciclovias em óptimas condições, que percorrem não só as principais cidades como também ligam estas aos subúrbios e aos meios rurais. Os ciclistas têm locais de espera especiais nos semáforos (em frente aos carros, para serem visíveis) e têm “atalhos” especiais nos cruzamentos, onde podem virar à direita sem esperar pelo verde dos semáforos.

Todas as zonas residenciais têm um limite de 30km/h e estruturas físicas (árvores, pilaretes, lombas, estradas mais estreitas) que condicionam o trânsito de carros.

As cidades têm extensos parques para bicicletas, especialmente em todas as estações de comboios (urbanos, suburbanos e regionais) e metro (onde costumam ter guardas, câmaras de vídeo e até oficinas para bicicletas). Os transportes públicos estão extremamente bem coordenados e as estações de comboio têm quase todas um rent-a-bike.


As leis protegem os ciclistas: o automobilista será culpado em quase todas as ocasiões em que houver acidentes com bicicletas.

Para assegurar que todos percebem bem o esquema da coisa, as crianças têm aulas de condução de bicicletas na escola primária, onde têm de passar num teste supervisionado pela polícia de trânsito. Ao tirar a carta os automobilistas são ensinados a respeitar os peões e as bicicletas.



Estamos com mais de um século de atraso... será que aprendemos com os bons exemplos?