Os ginásios fazem parte de uma indústria renhida, pecando muitas vezes pelo excesso de mercantilismo. Nas grandes cadeias e ginásios de “topo” os instrutores têm metas de vendas mensais para vários serviços. A abordagem aos clientes para que façam treinos personalizados (personal training), quando muitas vezes o cliente não precisa e não quer é um dos exemplo mais notório deste mercanti
lismo. Outro problema dos ginásios é que a maior parte dos profissionais da área não são profissionais da área coisa nenhuma! São pessoas sem habilitações para exercerem as funções que desempenham. Iriam a um médico se ele tivesse tirado o curso de medicina em 6 meses num instituto politécnico de medicina por correspondência? Não? Então porque vão a um ginásio onde os instrutores tiraram um curso de dois meses num instituto de “fitness”? Um ginásio tem de ter pessoas habilitadas a prescrever exercício a um largo espectro de utentes, desde os mais saudáveis e “fit” aos mais fragilizados e portadores de patologias, sendo ainda necessário conhecimentos genuínos sobre nutrição e promoção de bem-estar.
Se querem frequentar um ginásio informem-se sobre as boas (ou más) práticas deste, perguntem se os seus instrutores estão devidamente licenciados para tal. O dinheiro da mensalidade é vosso, têm o direito de ser informados sobre a qualidade do serviço!
Para aqueles que não gostam de estar confinados, existem sempre outras alternativas: ter um estilo de vida activo (deixar o carro em casa e ir de bicicleta ou transportes, desligar a televisão e ir brincar com os filhos) e praticar actividades outdoor . Correr num parque traz tantos ou mais benefícios do que correr numa passadeira.
Qualidade de vida não se compra, escolhe-se.
