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terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Algumas Respostas Práticas

Na sequência do postExercício Prático: Bicicleta + Transportes vs Automovel”, foram-me postas as seguintes questões pelo leitor aidj:

"Algumas perguntas práticas, porventura fúteis:

  1. E não chega transpirada ao trabalho ou à faculdade?
  2. Quando chove?
  3. Protecção de livros e haveres pessoais na viagem?"

1 – Levo sempre a minha roupa “normal” e nunca tive problemas com suor. Costumo ir a velocidade moderada, dependendo das condições climatéricas e de como me "apetece". Gosto de apreciar o meu passeio matinal. Existe todo um movimento sobre esta forma de locomoção chamado cyclechic (veja aqui o original de Copenhaga e o português). Para além disso quanto mais pedalar menor será o “esforço” e por consequente menor o suor (e a barriga ehehe).

2 – Quando chove levo um impermeável por cima da roupa e umas botas de cabedal até meio da perna. Se chover mesmo muito, ou se não me apetecer pedalar por alguma razão, tenho sempre a opção de ir de carro ou de autocarro até ao barco. Andar de bicicleta não tem de ser o tudo ou nada, mesmo que pedale só metade dos dias já vai fazer diferença na saúde, no ambiente e no orçamento.

3 – Nos dias solarengos em que não tenho aulas levo malas de senhora normais (em vez de ir ao ombro vão no cestinho da pasteleira - tal como pode ver aqui). Quando tenho aulas costumo levar uma mala à tira-colo da eastpack (que é impermeável), normalmente presa no suporte traseiro da pasteleira (para não carregar com o peso às costas).

O lema a seguir é style over speed (cyclechic): ir de bicicleta não é "suor", é sexy!

Mais perguntas interessantes serão sempre bem-vindas e respondidas assim que tiver disponibilidade para tal :)

domingo, 21 de novembro de 2010

Que mal nos fizeram as crianças?

Estou a ver um programa de televisão que me está a dar uma raiva que não consigo descrever. Family Fat Surgeons. Um programa sobre cirurgiões que fazem operações (tais como bandas gástricas e lipoaspirações) a pessoas obesas. Neste momento a ver um rapaz de 16 anos a pôr uma banda gástrica.
  • O rapazinho de 16 anos diz: É muito dificil para mim ser gordo, sofro muito com isto.
  • Os pais orgulhosos dizem: ele está muito dedicado a isto e tem muita coragem. Ninguém quer ser o miúdo gordo no liceu, ainda por cima se ser o miúdo gordo significa ter problemas psicológicos. Estamos muitos contentes por ele pôr a banda gástrica.
  • O senhor doutor diz: estou muito preocupado com a obesidade infantil e crescer obeso é um trauma para a vida, daí eu achar muito importante estas intervenções nos mais jovens.
  • Eu digo: MAS ESTÁ TUDO PARVO???
  • Vocês dizem: Bah, americanos...

Pois deixem-me relembrar-vos que Portugal tem um dos maiores índices de obesidade infantil da Europa (31,5% das crianças portugueses entre os 9 e os 16 anos são obesas ou sofrem de excesso de peso) e o que está a acontecer nos Estados Unidos é o nosso futuro: miúdos de 16 anos pôr bandas gástricas. O que é que aquele rapazinho vai aprender com isto? Nada. Vai continuar a ter os comportamentos de risco que o levaram a esta situação e os paizinhos, com a lágrima no canto do olho, vão bater palminhas e continuar a enfardar hamburguers sentados no sofá a ver televisão.

A obesidade não é apenas um problema estético! Tem um grande impacto na saúde e no nosso bem-estar!

  • hipertensão
  • diabetes tipo II
  • doenças cardiovasculares
  • maior prevalência de cancro
  • maior prevalência de síndrome do ovário poliquístico
  • desordens alimentares
  • problemas ortopédicos
  • maior incidência de asma
  • baixa auto-estima
  • menor QUALIDADE DE VIDA!

Será que as crianças merecem isto? Elas não sabem o que estão a fazer, que raio de castigo é este? Adultos (pais e não só), está na altura de fazer qualquer coisa... e não é bandas gástricas de certeza!

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Porque Custa Tanto Mudar?


Vivemos numa sociedade que nos coage a ter estilos de vida padronizados, onde a norma é o sedentarismo e os excessos alimentares. O padrão é ditado pelo meio ambiente onde vivemos, onde o facilitismo impera. À nossa volta tudo parece feito para evitar qualquer esforço físico (carros, passadeiras rolantes, centros comerciais, elevadores) e a oferta de comidas rápidas, processadas e altamente calóricas é assustadoramente elevada, sendo o seu consumo estimulado pela publicidade que assoberba todos os meios de comunicação.

Aqueles que levam uma vida activa e uma dieta adequada são aqueles que criam as suas próprias alternativas aos padrões oferecidos. Se é necessária uma mudança nos estilos de vida da população, então a própria sociedade deve estimular estas mudanças.

Mas há que pensar: quem é a sociedade? Para haver decisão política é necessário que nós nos façamos ouvir, nos façamos ver. Cabe a nós iniciar o processo de mudança. Para aqueles que são pais, que legado querem deixar aos vossos filhos? Uma vida de sedentarismo, doenças metabólicas e uma luta constante contra a obesidade?


Ou uma vida saudável, próspera e feliz? A escolha (ainda) é nossa.