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segunda-feira, 7 de março de 2011

Homicida em massa crítica brasileira

Como não tenho televisão, só soube desta notícia recentemente. E ainda há pessoas que apoiam este acto homicida: “Achei errado da parte dos ciclistas. (!!!) as pessoas estavam cansadas, vieram do trabalho”...”na hora de voltar para suas casas, se depararam com uma paciata que nem foi pedida permissão"... "mereceu!”

Eu quando volto do trabalho também me deparo com paciatas não autorizadas todos os dias: chama-se hora de ponta. Acho extraordinário ninguém se incomodar quando a estrada está bloqueada com o trânsito de carros, mas se for uma bicicleta: MATA!!! SAI DA ESTRADA! PALHAÇO! Eu pergunto-me: se estão parados nas duas situações, QUAL É A DIFERENÇA???

Eu digo qual a diferença: se o trânsito fosse todo de bicicletas a hora de ponta não seria tortuosa. Basta ver o espaço ocupado por uma pessoa num automóvel e o usado por uma pessoa numa bicicleta:

E isto é só o espaço! Nem me vou prolongar sobre a segurança, poluição do ar, poluição sonora, obesidade, dependência energética, custos monetários, infraestruturas, etc. Mas já se sabe, sou eu que sou activista, moralista desconectada da realidade e snob intelectual. Com muito gosto!

domingo, 23 de janeiro de 2011

Levantar o cú do sofá, está difícil

54% de abstenção. Num momento de crise em que direitos são ameaçados e deveres não são cumpridos, mais de metade dos portugueses nada têm a dizer aos poderes políticos. Este é um grande problema de Portugal: a inércia. Todos dizem mal, mas ninguém faz nada para mudar o que os incomoda.
  • Dizem que os políticos são corruptos e que as coisas em Portugal estão mal, mas dão-lhes oportunidade para mudar as coisas e ninguém levanta o cú do sofá para ir votar;
  • Dizem que os combustíveis estão muito caros e que já não têm dinheiro, mas continuam todos a andar de carro;
  • Dizem que as coisas no trabalho estão mal, mas não aumentam a sua produtividade;
  • Dizem que a educação está pior que nunca, mas não ensinam aos filhos que bater nos professores é errado;
  • Dizem que o sistema de saúde é péssimo, mas também não têm cuidado com a própria saúde, não comem bem, não fazem desporto, não fazem nada;
  • Dizem que a criminalidade cresceu e que a polícia não faz nada, mas se virem alguém a ser assaltado na rua não são capazes de ajudar;
  • Dizem que as crianças já não podem sequer brincar na rua, mas são eles próprios que conduzem em zonas residenciais em excesso de velocidade;
  • Dizem que as ruas estão sujas, mas sempre que vão passear o cão não limpam o cocó que ele faz.

Dizem muita coisa, mas FAZER seja o que for? Está quieto, que no sofá é que se está bem.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Pedagogia

O leitor Miguel Brito tem feito sistematicamente comentários muito carinhosos sobre os meus posts, sendo este o meu favorito:

Descobri este blog recentemente, e é sintomático da nova atitude pedalistica: Descubro cada vez mais que andar de bicicleta não é simples, natural e complementar, é algo religioso, obsessivo e de atitude talibã. Porque será que quem pedala quer sempre ser "mata-carros"? Assumem a sua liberdade de escolha como pedadogia revolucionária para impor aos outros a sua visão parcelar.”

Caro Miguel.

Fico muito feliz por ter descoberto este blog. No entanto, nego sofrer de quaisquer complexos religiosos, obsessivos ou de talibãs . Deixe-me dizer-lhe que uso o carro todas as semanas, tal como uso a bicicleta, os transportes públicos e os meus pézinhos. Não sou nem quero ser mata-carros. Pode acontecer num ou noutro dia de frustração eu expressar os meus sentimentos no meu blog PESSOAL (que só lê quem quer), tal como já aconteceu.

Quero deixar muito claro: não sou exemplo para ninguém. Dizer mal é fácil, é o que os portugueses mais fazem. Já apontar o que está mal e apresentar ALTERNATIVAS é muito mais dificil e interessante, e é esse o intuito deste blog: apresentar um estilo de vida alternativo para quem está descontente ou quer algo mais.

Se está contente com tudo na sua vida e acha que não tem de alterar nenhum comportamento nem nenhuma atitude e que é perfeito, ainda bem. Oxalá fossemos todos assim, tão divinos. Eu não tenho ilusões de perfeição, tento melhorar todos os dias, fazendo pequenas acções que me beneficiem a mim, mas também aqueles que me rodeiam.

Deixo também muito claro que quero ser livre de pedalar se assim o desejar, sem ter que aturar as bestas que passam por mim em excesso de velocidade e põem em perigo a minha vida (e portanto a minha liberdade) e sem apitadelas de anormais que não têm o mínimo de respeito pelos outros. Tal como se quiser ir de carro, a pé, de trotinete, a cavalo, ou mesmo nua a correr pelas ruas não admito que ninguém mo impeça, especialmente se puserem a minha vida em perigo.

Caro Miguel, não quer andar de bicicleta? Não ande. Não quer usar os transportes públicos? Não use, leve o seu carro para onde quizer, desde que não me atropele quando vou de bicicleta ou a pé, nem me bata quando vou de carro, somos todos amigos. Não quer levar comida feita de casa? Não leve, mas não admito que mande boquinhas a dizer que ando a roubar comida que alguém trabalhou para comprar por mim. O excelentíssimo não me conhece nem faz ideia do que faço ou deixo de fazer para ter aquilo que tenho e para ser aquilo que sou.

Eu vou continuar alegremente a apresentar alternativas inteligentes, engraçadas, originais, económicas e saudáveis a todos aqueles que querem mudar qualquer coisa nas suas vidas.

E até lhe deixo uma foto minha a andar de comboio e portanto, de acordo com a sua lógica, a ser moralista e talibã.


Cumprimentos e bons pontos de embraiagem para si

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Diálogos...

Juntei vários diálogos do último mês num só. Dá qualquer coisa como isto:
  • Artolas A: só tu para vires de bicicleta!
  • Activista Revoltada: então e se um dia também vieres, não digo para o trabalho, mas a faculdade é pertíssimo e...
  • Artolas A: Deves pensar que eu sou um desocupado como tu!
  • Artolas B: A Raquel não quer engordar, não vês que ela vem a pedalar desalmadamente para queimar calorias?
  • Artolas A: Não é nada! É por causa das emissões de CO2 não percebes? É pelos ursos polares!
  • A e B em coro: AHAHAHAHAHAHA
  • Activista Revoltada:Está bem. Pessoal, que tal irmos mas é almoçar ao japonês?
  • Artolas A: Deves pensar que eu sou rico!
Activista Revoltada em casa a fazer contas:
  • Preço médio de um depósito de 60L de gasolina = 88.08€
  • Preço médio de um depósito de 60L de gasóleo = 74.88€
  • Preço do japonês ao almoço (all you can eat) = 12€
...Algo me diz que a estúpida não sou eu...


sábado, 30 de outubro de 2010

Santa Parvoíce...

Cá está um génio! Parece piada, mas na verdade há muita gente com estas opiniões, particularmente em Portugal, terra da auto-estrada e da obesidade galopante.

http://www.youtube.com/watch?v=nySs1cEq5rs&feature=player_embedded

Isto merece uma análise detalhada!

  • Génio: "Eu não posso concordar com ciclovias, quantas pessoas estão lá fora a pedalar hoje?"
  • Por não haver ciclovias é que se calhar estão poucas...
  • Génio: "Não vivemos na Flórida, não temos 12 meses por ano para andar de bicicleta".
  • Gostaria de deixar bem claro que em todos os locais do planeta o ano tem, de facto, 12 meses.
  • Génio: "Eu comparo as ciclovias a nadar com os tubarões, mais tarde ou mais cedo vamos ser mordidos".
  • Epa! Eu nunca nadei com tubarões, mas já utilizei ciclovias e nunca me morderam. Aliás, utilizo a estrada quase todos os dias e quem esteve mais perto de me morder foi um autocarro da tst que me rasou logo pela manhã, mas depois ultrapassei-o quando ele parou na paragem. Aí mordi-o eu.
  • Génio: "E todos os anos temos dezenas de pessoas que são atropeladas por carros ou camiões".
  • Dezenas de pessoas? Que horror! Quantas dezenas de pessoas são atropeladas a pé? E quantas dezenas de pessoas têm acidentes de carro? E quantas delas morrem?O ano passado em Portugal morreram 738 pessoas e 2567 ficaram gravemente feridas (estropiados e afectados para o resto da vida - visitem Alcoitão que é "giro").
  • Génio: "Bem, não admira! As estradas são construídas para os autocarros, carros e camiões, não para pessoas em bicicletas".
  • Não. A estrada é construída para autocarros, carros, camiões, motas, bicicletas, carroças, cavalos, burros (como o senhor) e outros veículos.
  • Génio: "E, sabem, o meu coração pesa quando alguém é atropelado"
  • Desconfio que o seu coração pese devido à obesidade e não pelos ciclistas. Experimente pedalar que isso passa.
  • Génio: "Mas no fundo a culpa é deles".
  • Claro, como quando os peões são atropelados nas passadeiras a culpa é deles. E como quando os deficientes motores, idosos, cegos e pais com carrinhos de bebés têm que ir para a estrada porque os passeios estão ocupados com carros, a culpa também é deles... por serem deficientes, por serem velhos, por serem cegos e por terem bebés! E tal como quando existem crises petrolíferas, crises ambientais, crises económicas e guerras pelo petróleo a culpa é... de alguém que não o utilizador de carro, pois claro!