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domingo, 6 de março de 2011

O custo da obesidade

Portugal é um dos sete países OCDE que registaram níveis mais elevados de obesidade entre as raparigas adolescentes durante o ano de 2007. E ainda existe a ideia de que uma criança gordinha é uma criança saudável (35% dos pais não conseguem reconhecer que o seu filho é obeso).

Muitos acreditam que isto é uma questão estética. Não é. Tem graves implicações de saúde e isso significa um custo não só de saúde física e mental como custos monetários:

  • Uma carteira de seringas de insulina pode custar até 70€.
  • Uma caixa de comprimidos para o colesterol custa 40€.
  • A medicação de um asmático pode chegar até aos 91€/mês
  • Uma caixa de comprimidos para a hipertensão custa 25€
  • Uma consulta no psicólogo custa 50 a 60€
  • Uma operação para colocar uma banda gástrica custa entre 6000 a 10000€.
  • Uma cadeira de rodas eléctrica custa entre 2000 e 4500€
  • Um funeral custa em média 1700€

Mesmo os não obesos têm que pagar: em Portugal tem-se apontado que 3,5% do Gasto Total com a Saúde está relacionada com a obesidade. Dados do Instituto Nacional de Saúde mostram que o total de custos com a obesidade atinge os 235 milhões de euros.

O que nos levou isto? Somos o país europeu com maior taxa de sedentarismo, um dos com mais carros per capita do mundo e cometemos cada vez mais excessos alimentares.


domingo, 23 de janeiro de 2011

Levantar o cú do sofá, está difícil

54% de abstenção. Num momento de crise em que direitos são ameaçados e deveres não são cumpridos, mais de metade dos portugueses nada têm a dizer aos poderes políticos. Este é um grande problema de Portugal: a inércia. Todos dizem mal, mas ninguém faz nada para mudar o que os incomoda.
  • Dizem que os políticos são corruptos e que as coisas em Portugal estão mal, mas dão-lhes oportunidade para mudar as coisas e ninguém levanta o cú do sofá para ir votar;
  • Dizem que os combustíveis estão muito caros e que já não têm dinheiro, mas continuam todos a andar de carro;
  • Dizem que as coisas no trabalho estão mal, mas não aumentam a sua produtividade;
  • Dizem que a educação está pior que nunca, mas não ensinam aos filhos que bater nos professores é errado;
  • Dizem que o sistema de saúde é péssimo, mas também não têm cuidado com a própria saúde, não comem bem, não fazem desporto, não fazem nada;
  • Dizem que a criminalidade cresceu e que a polícia não faz nada, mas se virem alguém a ser assaltado na rua não são capazes de ajudar;
  • Dizem que as crianças já não podem sequer brincar na rua, mas são eles próprios que conduzem em zonas residenciais em excesso de velocidade;
  • Dizem que as ruas estão sujas, mas sempre que vão passear o cão não limpam o cocó que ele faz.

Dizem muita coisa, mas FAZER seja o que for? Está quieto, que no sofá é que se está bem.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

O automóvel – usos e desusos

Deparei-me com um estudo feito pelo ISCTE (Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa) com o título: O automóvel – usos e desusos do transporte individual. Deixo aqui alguns excertos interessantes:

Sobre o hábito de utilizar o automóvel:

"Conduzir o seu carro particular(...) tornou-se num vício, aliás, bem patente quando o sujeito - mesmo consentindo (...) na necessidade de uma mudança, e colocado perante a hipótese de uma alternativa viável e até mais barata (...) insiste na continuidade do uso do automóvel, (...). O carro, tal como o telemóvel, já é considerado“necessidade básica” ao funcionamento e organização da sociedade portuguesa."

Sobre a atitude (ou falta dela) dos que usam o automóvel:

"Tanto o grau de conhecimento como a atitude geral (...), apontam para um alheamento elevado em relação a tudo o que respeita à esfera pública. Nesse sentido, o automóvel constitui quase uma espécie de cápsula, que separa o indivíduo do resto da sociedade"

Sobre a crise e o automóvel:

"Tudo indica que à escala do orçamento familiar, os cortes no que respeita ao carro serão dos últimos a ser feitos..."

Para os mais interessados, podem ler o estudo completo em http://observa.iscte.pt/docs/relatorio%20final%20automovel.pdf

O Estado da Nação

Não é sobre a crise económica, não. Estatísticas europeias recentes dizem que Portugal é:

  • o país com mais autoestradas per capita
  • o país com maior taxa de sedentarismo (+ de 85% dos adultos)
  • o segundo país com maior obesidade infantil
  • o país mais infeliz da Europa

Serei a única a ver aqui uma associação?

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Porque Custa Tanto Mudar?


Vivemos numa sociedade que nos coage a ter estilos de vida padronizados, onde a norma é o sedentarismo e os excessos alimentares. O padrão é ditado pelo meio ambiente onde vivemos, onde o facilitismo impera. À nossa volta tudo parece feito para evitar qualquer esforço físico (carros, passadeiras rolantes, centros comerciais, elevadores) e a oferta de comidas rápidas, processadas e altamente calóricas é assustadoramente elevada, sendo o seu consumo estimulado pela publicidade que assoberba todos os meios de comunicação.

Aqueles que levam uma vida activa e uma dieta adequada são aqueles que criam as suas próprias alternativas aos padrões oferecidos. Se é necessária uma mudança nos estilos de vida da população, então a própria sociedade deve estimular estas mudanças.

Mas há que pensar: quem é a sociedade? Para haver decisão política é necessário que nós nos façamos ouvir, nos façamos ver. Cabe a nós iniciar o processo de mudança. Para aqueles que são pais, que legado querem deixar aos vossos filhos? Uma vida de sedentarismo, doenças metabólicas e uma luta constante contra a obesidade?


Ou uma vida saudável, próspera e feliz? A escolha (ainda) é nossa.